FISIOTERAPIA

28. jun, 2016

O fisioterapeuta trata e previne doenças e lesões, empregando técnicas como massagens e ginástica. Este profissional diagnostica e trata problemas causados por má-formação, acidentes ou vícios de postura. Aplica massagens e orienta exercícios que têm a finalidade de restaurar, desenvolver e manter a capacidade física e funcional do paciente. Também faz tratamentos à base de água, calor, frio e aparelhos específicos. Além de ajudar na recuperação de acidentados e portadores de distúrbios neurológicos, cardíacos ou respiratórios, ele trabalha com idosos, gestantes, crianças e pessoas com deficiência física ou mental.

Mercado de Trabalho

Com o envelhecimento da população, a demanda por fisioterapeutas deve crescer nos próximos anos em serviços de reabilitação de movimentos e alívio de dores crônicas. Nos grandes centros urbanos, os recém-formados podem encontrar alguma dificuldade em conseguir trabalho nas áreas tradicionais (respiratória, ortopédica e neurológica), mas existem outras especialidades promissoras, como a oncologia, a dermatofuncional, a desportiva, a saúde da família e do trabalhador e a reabilitação cardiovascular. A fisioterapia hospitalar continua demandando profissionais, bem como Apaes e secretarias de Saúde, que oferecem vagas para fisioterapeutas no atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O Sudeste concentra o maior número de oportunidades e os melhores salários. Porém, é mais fácil conseguir trabalho no Norte e Nordeste do país. A partir deste ano (2015), o Exército Brasileiro incluiu as profissões de Fisioterapia e Terapia Ocupacional no plano de carreira via concurso público.

Curso

As Ciências Biológicas e da Saúde constituem a base do currículo, com aulas de biologia, anatomia, fisiologia, patologia, saúde pública, recursos terapêuticos manuais, neurologia, ortopedia e traumatologia, entre outras matérias. A partir do segundo ano, aumenta a carga horária de aulas práticas, nas quais se aprendem técnicas de tratamento, como a massoterapia (massagem) e termoterapia (aplicação de calor ou frio). O estágio é obrigatório no último ano e, normalmente, feito em clínicas das próprias faculdades.

Duração média: 4 anos.

O que você pode fazer

Cardiologia e pneumologia

Cuidar de pacientes nas fases pré e pós-operatória. Prevenir e tratar doenças respiratórias e cardíacas, além de reabilitar doentes, prescrevendo e aplicando exercícios ligados aos aparelhos respiratório e circulatório.

Dermatologia

Aplicar massagens e aparelhos de raios infravermelhos, ultravioleta e laser para reduzir lesões e acelerar a cicatrização de queimaduras e cortes cirúrgicos.

Estética

Aplicar técnicas como massagem em pacientes pós-cirurgia plástica e pós-cirurgia de recuperação da mama.

Fisioterapia do trabalho

Prevenir e tratar doenças relacionadas com o trabalho, como as lesões causadas por esforço repetitivo (LER).

Fisioterapia esportiva

Prevenir e reabilitar lesões em atletas e em praticantes de atividades esportivas.

Grupos especiais

Estimular os músculos de quem sofre limitações de movimento, como idosos e portadores de deficiência física.

Indústria de equipamentos

Pesquisar, desenvolver e testar equipamentos para uso em terapia.

Neurologia adulta

Auxiliar na reabilitação dos pacientes que tiveram derrame cerebral, paralisia e traumatismo de coluna e crânio.

Neurologia pediátrica

Auxiliar na reabilitação dos portadores de patologias e síndromes típicas de criança, como paralisia cerebral e síndrome de Down.

Ortopedia e traumatologia

Acelerar a recuperação de movimentos e reduzir dores de pacientes com fraturas, traumas ou luxações. Prevenir e reabilitar lesões da coluna vertebral e das articulações causadas por postura incorreta ou esforço repetitivo.

Terapia intensiva

Tratar pacientes críticos internados em UTIs, aplicando técnicas para reabilitação respiratória, neurológica e do aparelho musculoesquelético.

28. jun, 2016

120 x 80, ou 12 por 8, como costumamos ouvir dos médicos. É medida dada em milímetros de mercúrio. O primeiro número anuncia a pressão com que o sangue é bombeado do coração para o resto do corpo. O segundo indica a pressão no caminho inverso. Um marca a pressão sistólica; o outro, a diastólica. O 120 x 80 foi anunciado recentemente pelos prestigiosos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) como a taxa ideal, e a partir de agora irrecorrível, da pressão arterial adequada ao bom funcionamento do organismo. É um número mágico, o santo graal tão buscado. Até agora, a maioria dos médicos lidava com uma margem de diferença maior – taxas de até 140 x 90 eram perfeitamente aceitáveis. Não mais. Diz o cardiologista Roberto Kalil, diretor da divisão de cardiologia clínica do Incor e do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo: “A mudança de parâmetro surtirá um impacto brutal na saúde da população”. A manutenção da pressão a 120 x 80, e não a 140 x 90, pode reduzir em 30% a incidência de infartos e derrames e em 25% o risco de morte em razão dessas doenças.
arte pressão sanguínea
arte pressão sanguínea
O novo padrão definitivo de normalidade foi alcançado depois de seis anos de avaliações médicas que envolveram um pelotão de 9 300 homens e mulheres com mais de 50 anos nos Estados Unidos e Porto Rico. O estudo dividiu os voluntários em dois grupos, ambos com pressão arterial acima de 140 x 90. Um deles foi tratado com medicamentos, de forma a baixar os índices para 120 x 80 ou menos. O outro deveria reduzi-los para 140 x 90. Em ambos, mediu-se a incidência de problemas associados à hipertensão, como infarto, derrame e doenças renais. As conclusões do levantamento eram aguardadas para 2017. A certeza dos pesquisadores antecipou a divulgação dos principais resultados. “É a maior mudança de paradigma nessa área depois da chegada dos anti-hipertensivos de última geração, há uma década”, diz Marcus Bolívar Malachias, presidente eleito da Sociedade Brasileira de Cardiologia. As pessoas com mais de 75 anos, faixa de idade de um quarto dos participantes da pesquisa americana, saem com uma boa notícia: poderão manter as taxas como as preconizadas atualmente, em torno de 140 x 90. Quando se reduz drasticamente a pressão, diminui-se também a força no bombeamento de sangue para as coronárias, os vasos que irrigam o coração. Em organismos vigorosos, a queda no aporte sanguíneo não causa problemas. Em corpos naturalmente fragilizados pelo passar dos anos, pode deflagrar uma isquemia, condição na qual o sangue não consegue chegar em quantidades corretas ao coração. Para o restante da população, insista-se, é até 120 x 80. A recomendação de índices mais reduzidos levará, naturalmente, a uma nova postura no tratamento da hipertensão. Hoje, 30% da população mundial sofre de pressão alta – entre os idosos, a incidência chega a ser de 50%. Com o novo parâmetro, metade da população adulta será classificada como hipertensa. Entre os mais velhos, 70%. Os médicos costumam receitar medicamentos para os doentes cuja pressão arterial é igual ou superior a 150 x 90, além de recomendar o controle alimentar e a prática de exercícios físicos. Para atingir a meta dos atuais 140 x 90, são necessários, em média, de um a dois tipos de remédio anti-hipertensivo. Estima-se que sejam necessários de dois a três medicamentos para chegar ao patamar desejado de 120 x 80.

A hipertensão configura-se como a dificuldade de o sangue passar pelos vasos do organismo, provocada pelo enrijecimento das paredes arteriais. O mecanismo tem as causas mais diversas, como consumo excessivo de sal, sobrepeso, fatores genéticos e o envelhecimento em si. A pressão alta está na gênese da maioria dos problemas cardiovasculares – cinco em cada dez infartos são atribuídos à doença. Seis em dez derrames também podem ser atribuídos à hipertensão. Durante muito tempo (e não faz tanto tempo assim), acreditou-se que, quanto mais alta fosse a pressão, mais facilmente o sangue correria pelas artérias endurecidas no processo de envelhecimento. A medicina só começou a investigar a hipertensão como doença nos anos 50, a partir do momento em que as companhias de seguro dos Estados Unidos notaram que a incidência do distúrbio era alta no rol dos clientes mortos. De lá para cá, a medicina avançou muito nos conhecimentos sobre a doença e nas formas de contro­lá-la e preveni-la. A consagração dos 120 x 80 é um ponto seminal nessa rica história.

27. jun, 2016